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Danica e s sua estreia em Martinsville


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E este pára choques até nem estava  muito mal tratado.
 

Já lá vão vários dias e as 500 voltas ao “paper clip” (cognome dado à pequena oval de Martinsville devido à sua forma) ainda rodam na minha cabeça, não que tenha sido uma prova extraordinária, não o foi, mas houve um piloto que sobressaiu, Danica Patrick, afinal era a 1ª vez que esta punha os pés nesta oval considerada por muitos uma das mais difíceis do calendário Nascar.
 
Sou franco, estava à espera que a prova dela fosse um desastre, vários despistes sozinha  umas quantas chatices com outros pilotos e mais tarde ou mais cedo enfiada com o seu Chevy SS no meio duma grande confusão com o seu carro destruído, este era o meu menu para ela nesta prova.
 

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Nada disso aconteceu, ou melhor, ela até despistou-se sozinha logo no inicio da prova quando  tentava ultrapassar um outro piloto, mas a partir daí,  já com 1 volta de atraso, com a lição aprendida, foi uma maravilha vê-la evoluir com o decorrer da prova.
 
O mais giro disto tudo é que os senhores ( Larry McReynolds- antigo chefe de equipas da Nascar com muita experiencia, Darrel Waltrip – antigo piloto Nascar e 2 vezes campeão e Mike Joy-muita experiência como comentador de provas da Nascar) que estavam a comentar a prova para a Fox, e que não costumam perder uma oportunidade de falar sobre ela, em especial se ela se estiver a portar bem para chamar atenção dos espectadores, não se aperceberam que a “rapariga” estava a andar depressa.

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É claro que com 2 voltas de atraso torna-se complicado porque não se vê a evolução do piloto em termos de classificação, mas os tempos que ela estava a fazer volta após volta mostravam que estava a ser bastante competitiva, era só uma questão de tempo e oportunidade para o seu chefe de equipa poder entrar em acção com estratégias sempre que houvesse bandeiras amarelas.

E foi o que aconteceu, Tony Gibson, o seu chefe de equipa, aproveitou, as oportunidades que as bandeiras amarelas lhe deram, de tal forma que esta consegue chegar à volta do líder,  foi nessa altura que os comentadores começaram a olhar para os tempos que ela estava a fazer e, claro, agora já era fácil vê-la a evoluir na classificação.

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Iria ela concretizar o dia com uma boa classificação ??  Afinal a loucura desta prova acontece quando esta se aproxima do fim, os pilotos fazem de tudo para ganhar posições na pista usando o pára-choques com mais violência o que leva a exageros e estes a acidentes e estes a mais acidentes tornando-se num verdadeiro ciclo vicioso com muito metal torcido e carros deformados.
 
Mas, mais uma vez, ela surpreendeu tudo e todos, a forma como abordou a última largada,  em que a loucura é completa, foi absolutamente fantástica trazendo um 12º lugar para casa.
 
Será um 12º lugar final alguma coisa de jeito ??  Em circunstâncias normais nem por isso,  mas recuemos no tempo para ver o que os seus “colegas” pilotos fizeram na sua 1ª vez em Martinsville :
 

  •  Jimmie Johnson acabou em 35º na sua estreia em 2002;
  • Tony Stewart acabou em 20º;
  • Ryan Newman em 41º;
  • Montoya em 16º;
  • Kyle Busch em 39º;
  • Dale Earnhardt Jr. em 26º;
  • Carl Edwards em 24º;
  • Kevin Harvick em 34º;
  • Clint Boywer em 22º;
  • Kasey Kahne em 21º;
  • Matt Kenseth em 21º;

 
E a  lista poderia continuar… apenas 3 pilotos da actualidade fizeram melhor que ela na sua estreia em Martinsville, Mark Martin em 3º,  Jeff Gordon e Denny Hamlin em 8º e, apenas 2 acabaram na mesma posição que ela, 12º,  foram eles Brad Keselowski e Bobby Labonte.  IMPRESSIONANTE
 
Também é necessário dar crédito ao seu chefe de equipa, este preparou-lhe um carro muito bom que lhe deu confiança para ir bem mais além do que todos estavam à espera.
 
Um pormenor, esqueci-me de referir que, embora tenha conseguido o 32º lugar na qualificação, o motor do seu Chevy SS foi mudado e, por essa razão,  teve de partir de 42º.  Só mais um pormenor.
 
O que Danica fez em Martinville não se vai traduzir em bons resultados nas próximas provas ou mesmo num resultado maravilhoso quando voltar a esta oval em Outubro, é sim, mais um passo, de muitos, para se tornar um piloto Nascar.
 
Uma coisa é certa, esta foi a sua melhor prova, até agora,  na sua ainda curta carreira na Cup Series e eu “estive” presente.
 
nota: todos os dados estatísticos das 1ªs vezes dos pilotos em Martinsville que foram mencionados, são crédito dum artigo que pode ser lido na página da Nascar.

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