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Indianapolis 500


1O arranque feito com 3 pilotos em cada linha da grelha de partida

 
 
Para um fã do desporto automóvel existem provas que sobressaem a todas as outras, as 24 horas de Le Mans nas provas de endurance, o Paris-Dakar no todo terreno, o GP do Mónaco na Formula 1, os 1000km de Bathurst nos v8 Supercars, as 500 milhas de Daytona na Nascar, o Rally de Monte Carlo no WRC e as 500 milhas de Indianapolis nos Indycars, são os melhores exemplos para prender ainda mais os milhões  de fãs por esse mundo fora, seja na pista,  junto de uma tv ou de um pc.

Porém, hoje fico-me pelos Indycars quando faltam poucos dias para que a bandeira verde esvoace e dê inicio à 97ª  Indianapolis 500.

Das anteriores 96 Indy 500, devo ter visto uma meia dúzia porém cada vez mais me atraem estes monolugares até porque a competição é intensa e feroz, daí o último fim de semana do mês de Maio ter, não um circulo, mas dois no meu calendário sempre que começa um novo ano desportivo sobre rodas.

2As 500 milhas de Indianapolis são uma prova com 500 milhas ou 800 km de extensão onde os pilotos dão a volta à  oval de 2,5 milhas num tempo de +/- de 40 segundos, ou seja, fazem o percurso a uma velocidade de mais de 225 milhas/h ou 360 km/h.  É muita velocidade.

Mas a prova não são só as 500 milhas, esta começou 15 dias antes com festividades, sessões de autógrafos, visitas ao museu das relíquias vencedoras da prova e, claro está, os treinos livres e qualificações para a Indy 5oo.

Da mesma forma que escrevevo sobre o que já se passou, está a passar e vai-se passar na edição deste ano, irei tentar escrever um pouco da existência e regras deste evento desportivo que vêem dum  passado que já tem 96 anos.

Começamos com 8 sessões de treinos livres onde os pilotos têm a oportunidade de preparar os seus bólides para a qualificação e a prova.

3No já longínquo dia 11 deste mês tiveram lugar os treinos livres nº 1 com Ed Carpenter a ficar com a volta mais rápida a uma velocidade de 220,97 m/h.  No dia 12 teve lugar o 2º treino livre com Carlos Munoz no topo com 223,023m/h. No dia 13 foi a vez de Marco Andretti com 225,1 m/h no 3º treino.  James Hinchcliffe com 224,21 m/h foi o piloto do 4º treino e do dia 14. No dia 15 e 5º treino foi a vez de Dario Franchitti com 224,236m/h e no dia 16 tivemos o primeiro repetente com Carlos Munoz a ficar no topo do 6º treino ao atingir a marca de 225,163 m/h, a mais alta registada até então. Só que o tempo do colombiano depressa foi esquecido porque E.J. Viso, na 7ª sessão, no dia 17, bateu-o com uma velocidade de 229,537 m7h . E eis que chega o último treino livre, o 8º com Will Power no topo com a volta mais rápida da semana, 229,808 m/h.

Depois de 8 sessões de treinos, chegámos ao dia 18 de Maio e o POLE DAY, ou seja, o primeiro dia de qualificações onde ficamos a saber o piloto que vai partir em primeiro e mais 23 pilotos que irão ficar atrás do pole position.

ED CARPENTER

ED CARPENTER

O pole day começa cedo porque é particularmente longo. Depois de estabelecida a ordem de qualificação ao acaso, cada piloto vai para a pista registar o seu tempo que será a média de 4 voltas completas. Depois de todos os pilotos inscritos para a prova terem o seu tempo, 24 estão garantidos nas 500 milhas com os nove melhores a irem a um bota fora ( shootout ), enquanto os restantes terão uma nova tentativa para se qualificarem no Bump day que se realiza no dia seguinte.  Mas voltemos ao shootout, nesta sessão os 9 melhores terão 2 oportunidades para fazerem um tempo, no entanto, se fizerem a 2ª tentativa perdem o tempo registado na 1ª. Também no shootout o tempo é feito na média de 4 voltas feitas à oval. O shootout deste ano teve apenas uma tentativa devido à chuva que se manteve durante toda a manhã obrigando a que os nove magníficos só fizessem uma tentativa.

Dia 19 foi dia de Bump day, ou seja, o dia que vai dar os restantes 9 lugares para a grelha de partida. Mas antes desta qualificação, houve uma 9º sessão de treinos livres com Graham Rahal a registar o melhor tempo com uma velocidade de 226,564 m/h.

Depois da sessão de treinos é , então hora do BUMP DAY que vai colocar fora todos os pilotos da Indy 500 que façam um tempo pior que o 33º tempo. Mais uma vez 4 voltas darão a média do tempo que conta para a qualificação.  De notar que, se o piloto que fizer o 24º tempo for melhor que o tempo da pole position, este irá partir sempre do 24º lugar.

Depois do Pole Day e Bump Day  grelha de partida é:

7

4

Ficou de fora o mexicano Michel Jourdain Jr. ao conseguir apenas o 34º tempo, de nada lhe valeu toda a sua experiência de algumas Indy 500 no seu passado como piloto quando o bólide e, provavelmente ele próprio, não tiveram velocidade e confiança para lá chegar.

Como poderão ver pela tabela de tempos, são 4 as mulheres que irão participar na edição deste ano das 500 milhas, Simona de Silvestro, Ana Beatriz, Pippa Mann e Katherine Legge. Danica Patrick preferiu ficar de fora este ano para focar-se na Coca Cola 600 que se realiza umas horas mais tarde em Charlotte.

Voltemos às 500 milhas, ou melhor, aos preparativos para a ela, deixámos para trás os dias 18 e 19 para as qualificações com a 9º sessão de treinos  pelo meio e , depois de vários dias de “descanso”, chegamos ao  CARB DAY ( dia do carburador ), no dia 24, onde se realizará a 10ª e última sessão de treinos livres, a prova da INDY LIGHTS e o PIT STOP CHALLENGE.

Esta 10ª SESSÃO DE TREINOS era utilizada no passado pelos pilotos para afinarem os carburadores de modo a terem um melhor rendimento dos motores num compromisso entre velocidade e consumo de combustível, como os carburadores já não são utilizados na Indycar, o Carburation Day abreviou-se para o Carb Day.

A INDY LIGHTS é uma  formula de promoção usada pelos jovens pilotos para se promoverem junto das equipas da Indycar. O calendário de provas desta classe é o mesmo da classe rainha, a Indycar Series. A prova consistirá em 40 voltas à oval de Indianapolis e, como será de imaginar, esta é, também, a prova mais importante da Indy Lights.

5Depois desta prova temos o PIT STOP CHALLENGE, ou seja, o desafio para premiar a melhor equipa de mecânicos da Indycar Series.  Está em jogo um prémio no valor total de 100.000 dólares com a equipa de mecânicos vencedora a levar para casa 50.000 e as restantes terão que lutar por uma fatia dos outros 50.000 sendo que, quanto melhor for o lugar obtido, maior será a fatia.

Os participantes neste desafio serão 12, 10 são os vencedores do prémio atribuído às equipas de mecânicos que ganharam nas 10 provas que compunham o resto do calendário de 2012 após a Indy 500 do mesmo ano e os 2 restantes serão os pilotos que ficaram com os 2 melhores tempos nos treinos livres do dia 14 deste mês. ( se as regras se mantiverem as mesmas do ano passado ).

O Pit Stop Challenge consiste, então, numa competição muito simples, uma drag race, ou seja, 2 pilotos competem lado a lado para ver quem faz em menos tempo entre um ponto de partida, a chegada à sua box, troca dos 4 pneus com simulação de um reabastecimento e saída da box até à linha de chegada, ganha quem fizer menos tempo e sai fora da competição o outro piloto.

Existem 4 fases, a primeira com 8 pilotos , por sorteio, onde saem 4 vencedores, estes vão competir com outros 4 que se juntam nos quartos de final, os 4 vencedores passam às meias finais onde se descobrem os 2 finalistas que batalham numa final com o vencedor a levar, como escrevi em cima, 50.000 dólares de prémio.

No ano passado Scott Dixon levou a sua equipa, a Ganassi, a vencer pela 1ª vez o Pit Stop Challenge ao fim de 20 anos de tentativas. Clicando  AQUI poderão ver como é esta competição com imagens do ano de 2010.

Depois do Pit Stop Challenge, o Carb Day acaba com o CARB CONCERT, ou seja, um concerto musical.

Franchitti versus Sato em 2012

Franchitti versus Sato em 2012

Assim é a tradição dos preparativos para as 500 milhas de Indianapolis, só mesmo as 500 milhas de Daytona da Nascar conseguem ter uns preparativos tão longos quanto os de Indianapolis.

Deixo-vos as 500 milhas de Indianapolis de 2012 AQUI para reverem uma batalha absolutamente fantástica entre Dario Franchitti, o vencedor da prova, e Takuma Sato que acabou no muro exterior à saída da curva 1 depois de tentar ultrapassar o escocês na última volta da prova.

Para finalizar em beleza, esta prova é o evento desportivo mundial com o maior número de espectadores presentes nas bancadas com um recorde de 257.000 pessoas a assistirem ao vivo. Impressionante

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